Kuando Kubango FC afastado do Girabola durante duas épocas

O Kuando Kubango FC (KKFC), que devido a razões de ordem financeira e administrativa, confirmou a sua desistência no Campeonato Nacional, Girabola 2022/23, vai ficar afastado do respectivo campeonato durante as próximas duas epócas.

Essa medida vem depois de uma reunião entre a Associação Nacional dos Futebolistas de Angola (ANFA) e a Federação Angola de Futebo (FAF), a cerca do caso da desistência do KKFC do presente Girabola, onde lamentaram e condenaram a decisão do clube por ter sido tomada, apenas, no último dia da segunda janela de inscrições e transferências da presente época.

Segundo o que foi revelado, a equipa de Menongue tem uma dívida orçada em 134 milhões de kwanzas e largos meses de salários em atraso por pagar aos atletas e pessoal administrativo, a direcção decidiu não continuar mais em prova.

ANFA e FAF abrem mercado de transferências “excepcional” para os jogadores do Kuando Kubango

Os jogadores do Kuando Kubango FC (KKFC) poderão transferir-se para outras equipas do Girabola neste início da segunda ronda com base na abertura de um período “excepcional” de inscrições, de modo que os mesmo possam encontrar uma solução profissional atempada.

Essa decisão veio de uma nota de imprensa saída de uma reunião entre a Associação Nacional dos Futebolistas de Angola (ANFA) e a Federação Angola de Futebo (FAF), a cerca do caso da desistência do KKFC do presente Girabola, onde lamentaram e condenaram a decisão do clube por ter sido tomada, apenas, no último dia da segunda janela de inscrições e transferências da presente época.

Segundo a nota, que a redacção da CLAQUE MAGAZINE teve acesso, vai acontecer uma reunião de carácter urgente sobre este assunto nos próximos dias, de modo a minizar ainda mais a angústia dos jogadores que se vêm numa situação de desespero, que compromete a sua substência e a das suas famílias, visto que o futebol é a única fonte de rendimento destes jogadores.

Girabola poderá não voltar a 11 de Fevereiro. Saiba os motivos

A 2° volta do Girabola poderá já não acontecer no dia marcado, isto é, a 11 de Fevereiro próximo, devido a complicações de entedimento entre a Associação Nacional de Clubes Angolanos de Futebol (ANCAF) e a Federação Angolana de Futebol (FAF).

Segundo o que foi revelado pelo representante da ANCAF, Manuel Quintas “Docas”, o início da segunda volta do Girabola 2022/23 depende de estar definido o timing do arranque da Liga de Futebol Profissional de Angola, que segundo esse mesmo organismo, deve começar já a partir da próxima epóca, 2023/24.

Em entrevista a Rádio Nacional de Angola, Docas diz que os clubes só vão arrancar com a segunda volta se a FAF ceder a criação da tão almejada Liga Profissional.

De acordo com várias informações que a CLAQUE MAGAZINE recolheu, a FAF tem-se mostrado indiferente quanto a criação da Liga de Futebol Profissionais de Angola.

Espera-se que as duas partes possam reunir-se nos próximos dias,de modo a encontrar uma solução quanto as exigências apresentadas pela ANCAF, que tem como plano de fundo o surgimento da Liga na temporada 2023/24

CHAN: Operação está orçado em cerca de 600 milhões de Kwanzas

A Federação Angolana de Futebol (FAF) dispõe de um orçamento de 580 milhões de kwanzas para a criação das condições e óptima representação dos os Palancas Negras durante o estágio e à fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN), avançou, sexta-feira, Paulo Neto, vice-presidente para a administração e finanças do órgão reitor do futebol nacional.

Segundo o dirigente, falando à imprensa, durante a cerimónia de recepção da bandeira da República de Angolana, realizada na Galeria dos Desportos, em Luanda, a FAF tem 250 milhões de kwanzas, estando em falta 330 milhões de kwanzas.

“Temos 250 milhões kwanzas que suprimos as despesas. Há ainda um défice de 330 milhões de kwanzas para se ter os 100% da verba disponível. Estamos com um nível de execução destas despesas na ordem dos 16% “, disse Paulo Neto.

CHAN: Artur de Almeida e Silva promete título africano

A cumprir deste hoje, o estágio de preparação em Portugal, os Palancas Negras que disputam a fase final do Campeonato Africano das Nações (CHAN) pela quarta vez, almejam disputar a final, segundo o presidente da Federação Angolana de Futebol, Artur Almeida e Silva, falando na última sexta-feira, durante a cerimónia de recepção da bandeira da República de Angolana, realizada na Galeria dos Desportos, em Luanda.

Inserido no Grupo D, ao lado das congéneres do Mali e da Mauritânia, os Palancas Negras deixaram hoje, Luanda, com destino a Faro, Portugal, onde vão estagiar, com a moral alta, cientes de que apenas a final interessa, dignificando o nome do país.

“O nosso grande objectivo é chegar à final do CHAN e vencer. Os jogadores estão bem animados e motivados para uma óptima participação na competição”, revelou o presidente da FAF, garantindo estar criado as condições logísticas, financeiras e administrativas para o cumprimento dos objectivos.

As palavras de Artur Almeida e Silva foram reforçadas pelo guarda-redes Neblú, que reafirma que o conjunto nacional tudo fará para trazer o troféu.

“Eu e os meus colegas vamos fazer todo o possível para trazer a taça ao país, mas sabemos que não será fácil”, revelou, reforçando que a equipa está unida para a missão.

Presidente da FAF na Reunião de Federações Lusófonas de Futebol

As federações de futebol lusófonas estiveram reunidas entre sexta-feira e sábado, na Cidade do Futebol e durante dois dias debateram acções de cooperação e promoveram o reforço de laços de solidariedade.

Num evento que contou além de Artur Almeida e Silva, com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, Mário Semedo (presidente da FCF, Cabo Verde), Ednaldo Gomes (presidente da CBF, Brasil), Adalberto Catambi (vice-presidente da FSF, São Tomé e Príncipe), Feizal Sidat (presidente da FMF, Moçambique) e Carlos Teixeira (presidente da FFGB, Guiné Bissau). Foram igualmente convidados a FIFA e a UEFA, além do sindicao de jogadores, treinadores e associações distritais e regionais portuguesas, além do presidente da Associação de Futebol de Setúbal (AFS), Francisco Cardoso, e da Associação de Futebol de Ponta Delgada (AFPD), Robert da Câmara, ambos em representação das associações distritais e regionais portuguesas de futebol.

Os participantes lançaram entre outros temas, iniciativas tendentes a melhorar o nível técnico do futebol com o objectivo de tornar a modalidade um factor de desenvolvimento humano, económico e social dos países.

Ficou decidido consolidar a União das Federações de Língua Portuguesa, com sede em Lisboa, com a participação activa de todas presentes, incluindo as congéneres de Macau, Timor Leste, Guiné Equatorial e outras federações que possuam comunidades lusófonas, bem como ficou marcada uma reunião de diretores técnicos em Cabo Verde e um curso para secretários gerais realizado pela Portugal Football School.

Os visitantes foram ainda convidados a assistir o jogo da final da Taça de Portugal, entre Porto FC e Tondela, no Estádio do Centro Nacional do Jamor.

 

Presidente da FAF eleito Presidente da COSAFA

O presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), Artur Almeida e Silva, foi eleito na tarde deste sábado, Presidente do Conselho das Associações de Futebol da África Austral (COSAFA) para os próximos quatro anos, na sequência da Assembleia Geral Eletiva da entidade, realizada em Windhoek, Namíbia.

Artur Almeida e Silva que cumpre o segundo mandato na liderança do órgão máximo do futebol angolano foi candidato único para substituir o Presidente cessante, Dr. Phillip Chiyangwa, será coadjuvado pelo Presidente da Federação de Futebol de Comores, Said Ali Said Athouman, nomeado para o cargo de vice-presidente.

Foram também eleitos cinco Membros Ordinários, nomeadamente Timothy Shongwe (Eswatini), Walter Nyamilandu-Manda (Malawi), Faizal Sidat (Moçambique), Sra. Brenda Kunda (Zâmbia) e Khiba Mohoanyane (Lesoto). Os Estatutos da COSAFA estabelecem que um Membro Ordinário deve ser uma mulher.

“Estou muito satisfeito por ter recebido a confiança das nações da COSAFA para liderar a organização pelos próximos quatro anos”, disse Artur de Almeida. “Devo agradecer à liderança do presidente Phillip Chiyangwa pelo excelente trabalho do Comitê Executivo desde sua eleição em dezembro de 2016.

“Estou confiante de que o futuro da COSAFA está cheio de potencial, e estou animado para começar e fazer a organização crescer nos próximos anos, para que ela possa continuar a servir o futebol em nossa região da África Austral em benefício de todas as Associações Membros. .”

Treze das 14 Associações Membros da COSAFA estiveram presentes na Assembleia Geral Eletiva, com apenas o Zimbábue, que estava ausente como consequência da atual suspensão da FIFA, que as impede de atividades de futebol até que sejam suspensas.

A Assembleia Geral Eletiva contou com a presença do Presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe, que exortou as Associações Membros a trabalharem em estreita colaboração com os seus governos para fazer crescer o futebol.

“Não dá para separar o futebol do crescimento econômico de nossos países. Estou confiante [no futuro]”, disse Motsepe.

“Somos pelo futebol. Em Eswatini, Lesoto, em todos os países, parte do que temos que fazer é garantir mais financiamento e financiamento. Onde o governo trabalha em conjunto com nossos líderes do futebol, fazemos progressos.

“Nunca seremos capazes de desenvolver o potencial do futebol sem apoio financeiro.”

As 13 federações presentes concordaram em apoiar o presidente da FIFA, Gianni Infantino, em sua candidatura à reeleição em 2023.

“Acreditamos que Gianni Infantino representa o melhor candidato para liderar o futebol global por mais quatro anos”, disse Artur de Almeida. “Ele demonstrou repetidamente seu desejo de fazer crescer o futebol africano e apoiou suas palavras com ação”.

FAF: Associados (APF´s) querem reunião com o consórcio

Fruto do momento menos bom que o futebol angolano tem vivido, com realce para a greve dos árbitros, os presidentes das Associações Províncias de Futebol, concordaram na manhã deste sábado, a criação de uma comissão para reunir com a Federação Angolana de Futebol e o consórcio, a fim de se apurar as razões da não disponibilização dos valores à favor dos clubes do Girabola 2021/22, bem como dos árbitros.

Por iniciativa da APF de Luanda, a comissão que conta com 5 representantes (Benguela, Cabinda, Huambo, Luanda e Lunda Norte), coordenada pelo Presidente da Associação do Huambo, almeja ouvir as duas partes para ajudar a encontrar a melhor solução, estando aberto a possibilidade de se convocar para os próximos dias uma Assembleia extraordinária, a fim de se esclarecer aos associados todos os moldes e montante do apoio que o Estado tem estado a dar por via do consórcio.

A Claque Magazine sabe de fonte dos associados, que a Comissão criada vai reunir e começar a trabalhar para que as partes sejam comunicadas e que o encontro com o consórcio seja o mais rápido possível.

Levantada a suspensão temporária do Girabola

Depois de anunciada na passada quinta-feira, a suspensão temporária do Girabola por falta de acordo com os árbitros, que anunciaram uma greve, a partir da 24.ª jornada, devido à falta de pagamento de prémios há quatro meses, a Federação Angolana de Futebol anunciou, hoje, o levantamento da suspensão e o retorno imediato do Girabola 2021/22.

Em comunicado dirigido aos Presidentes de Direcção dos Clubes do Girabola, a FAF informa que a decisão é fruto de uma das deliberações da reunião ocorrida hoje, dia 02 de Abril, com os representantes da Associação de Árbitros de Futebol de Angola – AAFA, deixando a calendarização sob responsabilidade do Conselho Técnico Desportivo.

Sem avançar os detalhes que viabilizaram o acordo, à Claque Magazine sabe a FAF recebeu do consórcio, a garantia de pagamento da dívida aos árbitros e comissários aos jogos, avaliado em cerca de 150 milhões de kwanzas, relativos a prémios de jogo, transporte, alojamento e alimentação. Porém, o Girabola retoma no próximo final de semana, havendo hipóteses de jogo ao meio da semana.

Girabola: Árbitros ameaçam greve

Os árbitros da primeira categoria nacional decidiram em reunião, realizada ontem, quinta-feira, anunciar para breve uma greve, com início a 1 de Abril. A decisão foi tomada devido aos elevados prémios em atraso.

Em declarações à Claque Magazine, um dos 23 árbitros, que optou pelo anonimato, referiu que a falta de pagamento por parte da Federação Angolana de Futebol, se arrasta desde Novembro, dois meses depois do início da época.

Não temos outra opção. Estamos aguardando por uma resolução desde o início do ano, mas infelizmente quem de direito continua sem respostas e nos orienta a encontramos, cada um, a melhor saída. A possível greve servirá como manifesto da nossa insatisfação, com aplicação a partir de 1 de Abril, até cumprirem aquilo que é por norma um serviço a ser pago”, sublinhou o porta-voz, garantindo que os nomes dos árbitros que assinam está decisão só serão divulgados, caso necessário, depois de apresentação da decisão ao Conselho Central de Árbitros, prevista para esta sexta-feira.

A fonte, que não quis para já avançar mais detalhes do tema, nem os árbitros envolvidos, referiu que a verba a pagar ronda uma média de 150 milhões de Kwanza, entre o pagamento de prémios, transporte, alojamento e alimentação. “Tem sido uma desgraça, principalmente para muitos que têm que tirar verbas dos seus orçamentos familiares para poderem estar nos jogos, viajar inclusive de Macon, se hospedar 3 a 4 no mesmo quarto, e muitas vezes chegamos e regressamos no mesmo dia do jogo, tudo para evitar os custos de hospedagem e alimentação”, desabafou.

A nossa redação tentou sem sucesso ouvir o presidente do Conselho Central de Árbitros, mas uma fonte, na FAF, garantiu a existência da dívida, resultante do incumprimento do consórcio, mas que está a ser discutida a regularização das verbas em atraso, apesar de desconhecer qualquer iniciativa de greve.

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