Suspeita de corrupção anula campeonato boliviano: Girabola 2022/23 pode ser anulado?

O Conselho da Divisão Profissional do Campeonato Boliviano e da Taça nacional da Bolívia decidiu nesta terça-feira anular a edição de 2023 das duas competições por suspeita de manipulação de resultados. A Federação boliviana de futebol (FBF) vai consultar a Confederação Sul-Americana de Futebol, para realizar um torneio de curta duração, que termine em Dezembro.

A decisão foi a voto, com 14 votos a favor, uma abstenção e dois votos contra, tendo como reflexo os últimos casos de corrupção e suspeita de manipulação de resultados.

O presidente do clube Vaca Díez, Marcos Rodriguez, solicitou licença do cargo, por suposto envolvimento. A presidente do Independiente Petrolero, Jenny Montaño, afirmou que quatro jogadores do clube estariam envolvidos em suborno. Na segunda-feira, a FBF formalizou denúncia ao Ministério Público contra a “suspeita rede de corrupção”, envolvendo jogadores, árbitros e dirigentes.

A situação na Bolívia difere muito pouco com o que se vive no futebol nacional, onde o Comunicado 31 do Conselho de Disciplina da FAF, puniu as equipas do Petro de Luanda, Académica do Lobito, Kabuscorp do Palanca, 1º de Agosto, o dirigente Bento Kangamba e o treinador Agostinho Tramagal.

Juristas e agentes desportivos contactados pela nossa redacção apontam que o destino da edição 2022/23 do Girabola, assim como a Taça de Angola, ambas vencidas pelo Petro de Luanda, podem ter o final semelhante com o que esta a acontecer na Bolívia. Porém, fontes ligadas ao Conselho Jurisdicional da FAF apontam que a suspensão atribuída ao Petro de Luanda poderá ser converter em multa, assim como a da Académica do Lobito.

 

 

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