Agência Mundial Antidopagem suspende Angola de participar de eventos desportivos

A Agência Mundial Antidopagem (WADA) suspendeu o desporto angolano por Incumprimento dos prazos para adequar a lei desportiva aos estatutos desta organização internacional na origem. A notificação formal de incumprimento, foi enviada ao Comité Olímpico Angolano (COA), com data de 23 de Janeiro de 2024.

Com a decisão, o COA perde os privilégios da WADA até à sua reintegração. A bandeira de Angola não poderá ser hasteada em competições internacionais, o COA fica impedido de acolher ou organizar eventos e os seus representantes tornam-se inelegíveis, bem como não receberá qualquer financiamento, directo ou indirectamente, relacionado com o desenvolvimento de actividades específicas ou participação em programas específicos.

A suspensão prolongar-se-á até que a lei desportiva angolana esteja em conformidade com os estatutos da WADA, que poderá então depois reintegrar o COA, que funciona como organização nacional antidoping na ex-colónia lusa.

No documento, o organismo mundial explicou que a 22 de setembro de 2023 emitiu um comunicado dando conta das desconformidades por parte de Angola, conferindo mais quatro meses para as alterar, sem que estas correções tenham acontecido.

Face às recomendações, a proposta de Lei sobre Antidopagem no Desporto em Angola começou a ser discutida no Parlamento angolano, na generalidade, apenas no início de fevereiro, tendo sido aprovada na sexta-feira, na especialidade.

Tudo acontece a poucos meses da realização dos Jogos Olímpicos Paris 2024, para os quais Angola já garantiu o apuramento nas modalidades de andebol, em seniores femininos, remo, com o atleta André Matias, e canoagem, com Manuel António e Benilson Sanda.

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